Os cibercriminosos aproveitaram-se do crescimento do consumo de videojogos durante o confinamento para criar ameaças dirigidas. A nível mundial, o número diário de tentativas de ataques bloqueadas pela Kaspersky, que tinham como objetivo direcionar os utilizadores para websites fraudulentos relacionados com jogos online, aumentou 54% em abril, relativamente a janeiro de 2020. Portugal é o oitavo país com mais utilizadores afetados por este tipo de ataques, desde o início do ano até maio.

Nesta Primavera, milhões de pessoas em todo o mundo viram-se obrigadas a permanecer em suas casas, devido às medidas de distanciamento social impostas pela pandemia. Para muitas, o confinamento foi também sinónimo de mais tempo livre, o que levou ao aumento das atividades online, onde se inclui o gaming. Desde março, o número total de utilizadores da Steam – plataforma e loja de jogos online mais popular do mundo – cresceu significativamente, alcançando nesse mês vários recordes históricos, quer ao nível dos utilizadores ativos como de jogadores em simultâneo.

Ao observar esta tendência de comportamento, os especialistas da Kaspersky decidiram examinar mais a fundo o panorama das ciberameaças relacionadas com os jogos online durante o período de quarentena. A conclusão a que chegaram não é surpreendente: os cibercriminosos aproveitaram-se do maior interesse pelo gaming para concretizar diferentes ataques.

Segundo os dados registados pelo Kaspersky Security Network, houve em abril um aumento de 54% do número diário de tentativas de ataques, com o objetivo de direcionar os utilizadores para páginas-web maliciosas que usavam os videojogos como “isco”. Acesso a versões gratuitas dos jogos, atualizações e extensões, truques e dicas são as principais ofertas com que estes websites fraudulentos costumam atrair os utilizadores. O risco é real quando os jogadores clicam em determinadas hiperligações que podem iniciar o download de uma grande variedade de programas maliciosos: desde malware capaz de roubar palavras-passe, a ransomware que consegue extrair criptomoedas dos computadores das vítimas.

O jogo mais popular entre os cibercriminosos para servir de “isco” para os utilizadores foi o Minecraft, cujo nome foi utilizado em mais de 130.000 ataques. O CS GO e o The Witcher 3 também estão entre os videojogos mais utilizados mundialmente pelos hackers.

Além disso, segundo as estatísticas do Sistema Anti-Phishing da Kaspersky, o número de reencaminhamentos para páginas de phishing que foram bloqueados e continham a palavra “Steam” aumentou 40% em abril, comparativamente a fevereiro deste ano.

Maria Namestnikova, especialista em segurança da Kaspersky, realça: “a maioria dos ataques relacionados com videojogos não é especialmente sofisticado: o seu êxito deve-se em grande parte devido aos utilizadores. Os últimos meses têm demonstrado que os consumidores tendem a cair em ataques de phishing e a clicar em hiperligações fraudulentas quando o tema são os jogos online. Seja porque pesquisam versões pirata ou porque estão à procura de truques, códigos e dicas que os ajudem a ganhar os jogos”.

“Com o aumento do teletrabalho, muitos utilizadores começaram a utilizar para jogar os mesmos equipamentos que usam para trabalhar e aceder às redes corporativas, por isso é necessário sermos ainda mais cautelosos: correr riscos não só compromete a informação privada ou os dados bancários, como os recursos das empresas. Quando trabalhamos a partir de casa, é aconselhável não utilizarmos os dispositivos corporativos para atividades pessoais”, acrescenta Yury Namestnikov, também especialista da Kaspersky.

Mais informações sobre o panorama dos ciberataques relacionados com videojogos disponíveis na Securelist.

A Kaspersky recomenda a todos os utilizadores que joguem videojogos as seguintes medidas de segurança e proteção:

  • Utilizar palavras-passe seguras e a autenticação de dois fatores (2FA), sempre que seja possível, para proteger as contas dos jogos online;
  • Desconfiar das cópias piratas dos videojogos, pois são um dos “iscos” mais utilizados pelos cibercriminosos para distribuir malware;
  • Utilizar uma solução de proteção confiável, como o Kaspersky Security Cloud, que identifica os downloads maliciosos, bloqueia websites de phishing e evita que o utilizador seja reencaminhado para páginas fraudulentas;
  • Ativar o “modo de jogo” da sua solução de segurança durante o jogo, pois consome menos energia.

A Kaspersky é uma multinacional de cibersegurança fundada em 1997. O profundo conhecimento do panorama de inteligência de ameaças e a sua experiência em segurança leva à criação contínua de soluções de segurança e serviços para proteger as empresas, as infraestruturas mais críticas, governos e consumidores por todo o mundo.

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