A Canonical anunciou oficialmente o lançamento do Ubuntu 26.04 LTS, com o nome de código "Resolute Raccoon", marcando uma das atualizações mais significativas dos últimos anos no universo Linux. Sendo uma versão de Suporte de Longo Prazo (LTS), esta iteração promete fornecer uma base sólida, segura e de alto desempenho para a próxima década, visando tanto o utilizador comum como ambientes corporativos e servidores na cloud. A nova versão foca-se essencialmente na resiliência do sistema, melhorias de segurança e na preparação da infraestrutura para as crescentes exigências das cargas de trabalho de Inteligência Artificial.

No núcleo desta nova iteração encontra-se o kernel Linux 7.0, que garante um salto qualitativo na compatibilidade de hardware. Esta atualização traz otimizações profundas para os processadores mais recentes, incluindo a série Intel Core Ultra 3 (Panther Lake) com suporte nativo melhorado para unidades de processamento neural (NPU) e gráficos Xe3. Além disso, a Canonical estreitou a sua parceria com a AMD para integrar o software ROCm diretamente no sistema operativo, facilitando drasticamente a configuração de cargas de trabalho de IA com placas gráficas da fabricante, garantindo uma performance muito superior.

A nível visual e de interface, o Ubuntu 26.04 LTS abandona definitivamente a sessão tradicional X11/Xorg, passando a operar exclusivamente sob o protocolo Wayland, suportado pelo mais recente ambiente gráfico GNOME 50. Os utilizadores serão recebidos por um visual renovado que inclui novos ícones de pastas, um painel de controlo dinâmico e o muito aguardado suporte nativo para ecrãs HDR. O leque de aplicações padrão também sofreu uma modernização notória, com o "Showtime" a substituir o antigo reprodutor de vídeo e o novíssimo "Resources" - construído com uma interface moderna - a assumir o papel principal como monitor de sistema.

 

A cibersegurança foi alvo de uma profunda reestruturação, elevando o padrão de proteção para implementações críticas e corporativas. A Canonical integrou a encriptação total do disco apoiada por módulos TPM 2.0 e iniciou uma transição marcante ao reescrever ferramentas fundamentais do sistema operativo, como o sudo e os coreutils, na linguagem de programação Rust, conhecida pela sua segurança de memória. Adicionalmente, o sistema remove completamente o suporte para chaves criptográficas obsoletas (DSA) através da inclusão do OpenSSH 10.2, e adota o Dracut como a nova ferramenta padrão para a inicialização e recuperação.

Para instalar ou atualizar para o novo Ubuntu 26.04 LTS, os requisitos recomendados para a versão desktop exigem um processador dual-core de 2 GHz, 4 GB de memória RAM e pelo menos 25 GB de espaço livre em disco. Devido à quantidade de novo software e pacotes atualizados, o tamanho da imagem ISO aumentou para perto de 6 GB. Os utilizadores da versão intermédia 25.10 já têm disponível a atualização automática para o novo sistema, enquanto os utilizadores da anterior versão LTS (24.04) receberão a notificação oficial de migração em agosto deste ano, coincidindo com o lançamento da primeira atualização principal 26.04.1.

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