Numa altura em que a indústria tecnológica atravessa a sua transformação mais radical, a escrita de código puro começou a transitar de uma arte manual para uma commodity automatizada. É neste cenário de disrupção acelerada que fomos conversar com Luís Ribeiro, Chief Technology Officer (CTO) da KLx, o hub tecnológico responsável por desenvolver e operar as soluções de vanguarda que movem o gigante financeiro europeu Crédit Agricole.

A gestão de infraestruturas de TI está a viver uma mudança de paradigma, onde a configuração manual via linha de comando (CLI) dá lugar à escalabilidade do código. Esta transformação é essencial para lidar com a complexidade dos centros de dados modernos e ambientes em nuvem, criando uma ponte vital entre a administração de sistemas tradicionais e o desenvolvimento de software. Ao adotar a automação, o profissional deixa de realizar tarefas repetitivas e passa a focar-se no design estratégico, garantindo que a rede seja não apenas funcional, mas também reprodutível e eficiente.

Houve uma altura em que entrar na Internet não era algo automático, invisível e instantâneo. Era quase um ritual. Ligávamos o computador, esperávamos que o Windows arrancasse, abríamos o navegador e, algures ao lado do monitor, um modem começava a cantar aquela sinfonia metálica inconfundível que hoje desperta nostalgia em toda uma geração. Para muitos de nós, esse som vinha de um equipamento da US Robotics.

Durante o meu estudo de redes, tive de realizar diversos trabalhos e apresentá-los à turma. Alguns deles aproveitei-os precisamente para recordar os bons velhos tempos da internet, trazendo à memória detalhes e vivências que muitos já esqueceram. Para as gerações que nasceram na era da fibra ótica, do 5G e do streaming instantâneo em 4K, a internet parece um recurso infinito. Abre-se o Netflix, o Spotify ou o YouTube, e o conteúdo flui magicamente, sem restrições.

Recentemente, deparei-me com uma situação que serve de alerta para todos os que utilizam tecnologia doméstica: um extensor de sinal Wi-Fi (Range Extender) configurado de fábrica sem qualquer tipo de codificação. O dispositivo estava "aberto", permitindo que qualquer pessoa dentro do alcance do sinal não só se ligasse à internet, mas assumisse o controlo total do aparelho. A facilidade com que foi possível criar uma password e aceder ao painel de gestão demonstra que, para um utilizador menos atento, a porta de casa digital está, literalmente, encostada.

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