Com este passo, a tecnológica sediada em Aveiro consolida a sua posição na vanguarda do desenvolvimento de redes quânticas no ecossistema europeu. Este é já o terceiro grande projeto da Altice Labs neste domínio, dando continuidade ao conhecimento e patentes desenvolvidos anteriormente nos programas DISCRETION e PTQCI. De notar que a iniciativa PTQCI foi a grande responsável pela implementação pioneira da primeira infraestrutura nacional dedicada a comunicações quânticas em Portugal, servindo agora de fundação para este alargamento ibérico.
Em termos geográficos e técnicos, o IBERIANQCI vai assegurar uma ligação transfronteiriça direta entre as localidades de Vigo e Valença. Esta malha terrestre será reforçada com a instalação de terminais óticos em pontos nevrálgicos de Madrid, Barcelona e Portugal, garantindo a conectividade direta com o satélite EAGLE-1 e com a futura constelação europeia SAGA. Esta arquitetura híbrida vai permitir a distribuição de chaves criptográficas quânticas (QKD), assegurando transmissões de dados consideradas virtualmente invioláveis por métodos convencionais de hacking.
No plano operacional, a responsabilidade técnica da Altice Labs centrar-se-á na evolução e expansão da rede SDN (Software Defined Network) originalmente desenvolvida para o ecossistema do PTQCI. A empresa portuguesa vai desenhar um plano de controlo multi-domínio que garanta total interoperabilidade com as infraestruturas de comunicações dos restantes parceiros ibéricos e europeus. Esta camada de software é fundamental para criar um ecossistema quântico integrado, resiliente e focado na soberania digital do continente.
O IBERIANQCI faz parte do programa EuroQCI, uma vasta rede que visa cobrir toda a União Europeia com tecnologia de comunicações quânticas seguras à escala continental. Paulo Firmeza, Diretor Geral da Altice Labs, sublinha o caráter decisivo desta colaboração para o reforço da autonomia tecnológica da Europa, destacando o papel estratégico de Portugal na linha da frente desta transformação. O projeto não só eleva a segurança dos dados ibéricos, como posiciona a região como um pilar central na cibersegurança do futuro.
