Entre agosto e outubro de 2025, o grupo realizou cerca de 350 ataques de Negação de Serviço Distribuída (DDoS), um volume sem precedentes para atores desta dimensão. Os alvos abrangeram vários países, incluindo Japão, Turquia, Israel, Irão, Iraque e Alemanha, com o Japão a ser o país mais atingido (66 ataques) por motivos simbólicos e culturais.
A Check Point alerta que o hacktivismo evoluiu de simples desfigurações de websites para campanhas coordenadas de grande escala. O fenómeno Hezi Rash reflete uma mudança estrutural, onde grupos hacktivistas usam plataformas DDoS-as-a-Service baseadas em IA para escalar ataques de forma autónoma e mobilizar participantes globalmente através de canais encriptados (como Telegram).
Esta convergência entre ideologia, automação e ferramentas de ataque acessíveis está a criar uma nova vaga de hacktivismo assistido por IA. Os investigadores da Check Point sublinham que o conflito cibernético ultrapassou as fronteiras geográficas e motivações económicas, alertando que o risco se estende a países como a Austrália e a região Ásia-Pacífico.