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domingo, 12 abril 2026 19:23

O perigo dos extensores Wi-Fi mal configurados

Recentemente, deparei-me com uma situação que serve de alerta para todos os que utilizam tecnologia doméstica: um extensor de sinal Wi-Fi (Range Extender) configurado de fábrica sem qualquer tipo de codificação. O dispositivo estava "aberto", permitindo que qualquer pessoa dentro do alcance do sinal não só se ligasse à internet, mas assumisse o controlo total do aparelho. A facilidade com que foi possível criar uma password e aceder ao painel de gestão demonstra que, para um utilizador menos atento, a porta de casa digital está, literalmente, encostada.

As plataformas de compras online consolidaram-se como uma parte indispensável do quotidiano de milhões de consumidores. Embora a navegação direta nestes sites seja, por norma, relativamente segura devido aos fortes investimentos das empresas em sistemas de proteção de transações, a cibersegurança exige uma atenção constante. Os utilizadores continuam a enfrentar riscos elevados de roubo de credenciais, exposição excessiva de dados pessoais e tentativas cada vez mais refinadas de imitação de marcas conceituadas.

No Dia Mundial do Backup, assinalado a 31 de março, um novo estudo conduzido pela Kaspersky revela que a esmagadora maioria dos utilizadores já converteu a sua vida para o formato digital. Os dados mostram que 84% das pessoas guardam informações pessoais e sensíveis, como documentos de identificação, registos financeiros e de saúde, exclusivamente em suportes informáticos.

Um grupo de hackers conhecido como Handala, associado aos serviços de inteligência do Irão, reivindicou a invasão da conta de e-mail pessoal do atual diretor do FBI, Kash Patel. A ação resultou no vazamento de centenas de documentos e de fotografias informais do alto responsável norte-americano, expondo parte da sua vida privada na internet. Este ciberataque surge num momento de extrema tensão e de conflito aberto no Médio Oriente, demonstrando a capacidade dos cibercriminosos estatais de atingir os escalões mais elevados da segurança dos Estados Unidos.

A ESET, líder europeia em cibersegurança, lançou um aviso crítico sobre um dos elos mais fracos da segurança digital: a concessão indiscriminada de permissões em smartphones. Muitas vezes encaradas como um passo meramente burocrático na instalação de apps, estas autorizações funcionam como uma sentinela que regula o acesso a microfones, câmaras, contactos e localização. No entanto, o utilizador comum tende a clicar em "permitir" sem avaliar se uma aplicação de lanterna precisa realmente de aceder à sua lista de contactos ou às mensagens SMS.

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