Vários programadores questionaram a anunciada abertura do novo serviço da Microsoft «Live Mesh», que sincroniza numa única base de dados on-line todos os conteúdos provenientes de múltiplos dispositivos, a todos os dispositivos e marcas.

À margem da conferência Web 2.0 realizada em São Francisco, nos Estados Unidos, os programadores afirmaram que precisam de saber mais detalhes sobre os open standards do novo serviço anunciado pela gigante de informática.

Citada pela BBC News, a programadora JC Herz da Batch Bags afirmou estar preocupada com a abertura do serviço e o papel da Microsoft em controlar tanta informação pessoal.
«É o que eles sempre tentaram fazer que é possuir todo o mercado. Eu acho que a principal característica do ‘Live Mesh’é ser o ponto de referência de toda a conversa sobre a abertura», afirmou JC Herz, frisando que o serviço, «de momento, não passa de demoware e publicidade».

O novo serviço da Microsoft não está ainda disponível para computadores Mac, apesar da apresentação do «Live Mesh» na conferência já conter o ícone da Apple.

«A promessa é que [o sistema] vai funcionar em qualquer plataforma e até que isso aconteça eu fico à espera», referiu Aydin Senkut, fundador da Felicis Ventures, preocupado com a compatibilidade do «Live Mesh».

«Desde que eles inovem e tornem a sua plataforma aberta e compatível com todos os dispositivos e outras companhias, como a Apple, eu acho que é óptimo. Eles estão a perceber que tem que acrescentar valor às pessoas para manter a força da sua marca», acrescentou Ayin Senkut.

Amit Mital, general manager da Microsoft, frisou o compromisso da Microsoft em tornar o novo serviço aberto a todos.

«Nós esperamos que as pessoas olhem para a plataforma e as suas capacidades e pensem em novas formas inovadoras de construir novas aplicações que beneficiem os nossos clientes», afirmou Amit Mital, sublinhando que o «Live Mesh» vai permitir centralizar toda a informação dos múltiplos dispositivos que utilizamos diariamente.

«Nós devemos conseguir, nesta era, aceder a todos os dispositivos a partir de qualquer lugar», concordou Ayin Senkut.

 Fonte : SOL

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