Actualmente, todos queremos aceder à Internet a partir de qualquer local e em qualquer momento. Mas se,  por um lado, esta realidade apresenta inúmeras vantagens, por outro acarreta falhas associadas à conectividade e à segurança dos dispositivos.

Da mesma forma que os PCs foram, nos últimos anos, o foco de propagação de vírus, trojans e spyware, o mundo do cibercrime volta atenções para os dispositivos móveis. A convergência tecnológica e a quantidade de informação transmitida entre este tipo de equipamentos são duas das principais portas de entrada de malware, atacando em especial os dados pessoais dos utilizadores.
Tal como nos PCs, os criadores de malware móvel tendem a direccionar-se para a plataforma com maior popularidade no mercado. Se anteriormente os sistemas Microsoft eram o alvo escolhido, deixando para segundo plano Macintosh ou Linux, as ameaças parecem dirigir-se agora aos smartphones, “telefones inteligentes” com sistema operativo e funcionalidades semelhantes às de um computador, conexões por infravermelhos e/ou bluetooth, capacidade de sincronização dos dados, câmera fotográfica e até vídeos.

Porquê enviar malware para nichos de mercado, quando se pode infectar milhões de utilizadores?
Segundo um estudo do In-Sat (www.insat.com ), os smartphones têm vindo a apresentar o maior crescimento no âmbito dos dispositivos móveis, ultrapassando já os portáteis. Só em 2007, cerca de 8 milhões de telemóveis foram declarados como perdidos, sendo 700 mil smartphones. Este facto torna-os, sem espaço para dúvida, no próximo alvo atractivo para os hackers.

Normalmente as pessoas guardam informações valiosas e sensíveis nos portáteis, telemóveis e PDAs, o que é, em si mesmo, uma acção perigosa, pois são equipamenros fáceis de roubar e, se facilitarem o roubo de identidade ou o acesso a contas bancárias, acabam por ser muito mais valiosos do que o próprio custo dos dispositivos.

Ligados a uma rede sem fios, os telemóveis podem servir de retransmissor com o objectivo de ocultar a localização do hacker e, quando conectados à Internet, podem ser aproveitados como zombies para reencaminhamento de spam ou de outros dados. Muitas outras técnicas, como o phishing, são igualmente eficazes quando aplicadas aos dispositivos móveis.

O que potencia estas ameaças?
Por um lado, o aumento da velocidade das rede de dados usadas pelos telemóveis, acessíveis por 3G, WiFi e Bluetooth, faz prever a evolução de ameaças direccionadas aos seus utilizadores. Na verdade, enquanto que um PC geralmente utiliza uma única ligação de rede 100BaseT Ethernet, um equipamento móvel pode contar com redes múltiplas, aumentando exponencialmente os focos de infecção de malware.

Por outro lado, o número de utilizadores familiarizados com a tecnologia revela-se outro importante factor de risco nos equipamentos móveis. Cada vez mais os smartphones são minicomputadores, que suportam aplicações complexas. Os cartões de armazenamento com 4GB são banais e os utilizadores sentem-se confortáveis em fazer download e instalar aplicações para aumentar a produtividade ou lazer oferecidos por estes equipamentos.

Como precaver o malware móvel?
Nos laboratórios especializados de pesquisa da Trend Micro, os TrendLabs, assistimos frequentemente a pequenos ataques ao mundo móvel, denotando um maior conhecimento por parte dos cibercriminosos desta tecnologia. Face a esta realidade, tanto os utilizadores individuais como empresariais devem estar conscientes do perigo que estas ameaças móveis podem constituir para a sua segurança e confidencialidade.

Cabe-lhes assim planear medidas preventivas, analisando os possíveis riscos da utilização de múltiplos dispositivos móveis, de ligações wireless de alta velocidade e do número de colaboradores/ familiares  e amigos familiarizadas com estes equipamentos.

 Autor : Filipe Rolo – Director de Vendas da Trend Micro em Portugal

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Ler 1663 vezes Modificado em maio 06, 2008
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