Um grupo de 16 organizações não governamentais norte-americanas está a apelar às autoridades reguladoras de mercado dos EUA para terem atenção a uma possível parceria entre o Google e o portal Yahoo nas áreas de pesquisa e publicidade on-line.

Apesar de nenhuma das empresas ter anunciado oficialmente uma possível parceria deste tipo, um membro da associação Black Leadership Forum, Gary Flowers, afirmou à BBC que «todos sofremos com mega fusões deste tipo».

Na realidade o Departamento de Justiça dos EUA está já a analisar um teste realizado em conjunto pelo Google e pelo Yahoo no mês passado para ver se este infringiu alguma regra anti-monopólio.
O Departamento não quer contudo comentar o apelo feito pelas organizações, mesmo se não existe nenhum acordo entre ambas as empresas, que poderão estar a estudar uma parceria na publicidade e pesquisa, tendo já falado com as autoridades reguladoras sobre as suas ideias, refere a BBC.

O presidente do Google Eric Schmidt já reagiu a algumas destas notícias, afirmando numa reunião de accionistas da semana passada que «se houvesse um acordo [com o Yahoo], nós iríamos apresentar uma estrutura da parceria para lidar com as preocupações monopolistas que têm sido muito discutidas».

Mesmo assim as palavras do responsável não foram bem recebidas por estas associações, que decidiram enviar uma carta ao presidente da divisão anti-monopólio do Departamento de Justiça, onde alegam que uma parceria entre os dois gigantes iria dar ao Google quase 90 por cento do mercado de publicidade on-line e consequentemente aumentar a sua influência sobre o acesso à informação dos cibernautas.

«Enfrentamos um possível futuro em que nenhum conteúdo poderá ser acedido sem a permissão do Google», sublinham os subscritores.

Gary Flowers vai mais longe ao acusar o motor de busca de «já ter demonstrado um padrão de violação da privacidade, através de uma conduta anti-competitiva e da utilização do poder de monopólio no mercado de pesquisa para encaminhar os cibernautas aos seus serviços afiliados».

«Qualquer união com o Yahoo poderia piorar dramaticamente estes problemas», conclui.

 Fonte : SOL

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