Um investigador da Comissão Europeia aplaudiu o plano da Microsoft de criar uma versão do Windows por módulos, que permitirá aos utilizadores desactivarem algumas das aplicações, como o Internet Explorer ou o Media Player, do sistema operativo.

Por enquanto ainda está em estudo a comercialização de um Windows em que os utilizadores poderão desinstalar as aplicações que não pretendem ter, como o browser Internet Explorer, algo que não é possível e tem estado no centro das queixas das autoridades comunitárias responsáveis pela regulação do mercado.

Mas esta ideia foi bem recebida por um especialista, que foi contratado pela Comissão Europeia quando o executivo comunitário resolveu monitorizar o comportamento da Microsoft, empresa acusada de estar a abusar da sua posição no mercado ao incluir o browser Internet Explorer, programa que era muito difícil de desinstalar pelos utilizadores, no Windows.

Esta questão é também uma das grandes críticas feitas à empresa norte-americana, nomeadamente dos seus rivais Mozilla e Google, responsáveis pelos browsers Firefox e Chrome, respectivamente.

Em declarações à BBC Neil Barrett, mostrou-se surpreendido por esta medida ter surgido da parte da Microsoft.

«Na sua perspectiva [da Microsoft], tornar o sistema operativo modular é uma boa medida. Para os rivais, isto vai permitir competir em todas as frentes. Também beneficia a monitorização da Comissão, dado que lhes vai dar uma compreensão clara do que será preciso fazer no futuro, caso outras empresas infrinjam leis anti-monopólio», defende.

 Fonte : SOL

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