A Polícia Judiciária, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, revelou que, durante o dia de hoje, levou a cabo em vários locais do território nacional, uma operação de combate à criminalidade informática e tecnológica. 

Esta ação sucede na sequência de uma outra operação, realizada em fevereiro do ano passado, visando a autoria de ataques informáticos cometidos e reivindicados por indivíduos ligados à atividade ilícita conhecida como "hacktivismo". 


A ação policial consubstancia-se na realização de dezasseis buscas domiciliárias e na identificação e localização de suspeitos, os quais se encontram envolvidos na prática de crimes de sabotagem informática ("DDoS"), de dano informático ("defacing"), de acesso ilegítimo ("hacking") e de acesso indevido ("exfiltração de dados"), cometidos contra diversos sistemas informáticos do Estado Português e de empresas relevantes do sector privado. 

Das buscas realizadas, e no âmbito de um inquérito onde se investigam diversos ataques informáticos, incluindo os ocorridos a 25 de abril de 2016, foram constituídos 14 arguidos. Apesar das acusações, a Procuradoria Geral da República indica que “não foi efetuada qualquer detenção, os arguidos foram ouvidos pela Polícia Judiciária, tendo ficado sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência".

Os 14 arguidos, com idades entre os 16 e os 30 anos, "reivindicam pertencerem a grupos ativistas" e, a partir daí, atuam sob esse pretexto, sendo que estes atuavam a partir de Lisboa, Porto e Braga, essencialmente.

Neste momento o inquérito tem 31 arguidos constituídos, refere a PGR.

Nesta investigação, que se encontra em segredo de justiça, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária (PJ).

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